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Não importa ser um líder com talento, melhor se assim o for!

Fundamental em tempos cada vez mais duros é garantir que a educação estratégica

seja elemento chave para a formação de um bom líder.

 

 

Educação Estratégica x Planejamento Estratégico

 

 

Toda empresa nos dias atuais possui seu planejamento. Esta atividade é primordial para que a empresa torne-se competitiva e encontre a pedra filosofal de toda empresa: Maior eficiência nos processos e melhor eficácia nos resultados. Dentro deste binômio, que é o principal mandamento da administração, cabem as mais diversas “estratégias” ; organizacional, produção, tecnologia, conhecimento, propaganda, marketing, imagem,  conhecimento, relacional, institucional, etc..

 

Dentro do planejamento estratégico já são automaticamente inseridos o planejamento tático e operacional. De nada vale um organograma e a definição dos horizontes presente e futuro de uma empresa,  missão, visão e objetivos se a seguir não se tomas as medidas necessárias para viabilizar o alcance dos resultados. 

 

As análises se seguem a estruturação do planejamento e é dever da empresa atualizar ao menos anualmente seu ambiente e horizonte interno e externo.

 

São inúmeras as ferramentas, procedimentos que geram às empresas uma infinidade de dados a interpretar; estatísticas, relatórios de gestão, avaliação e soluções setoriais das mais diversas áreas e atividades.

 

Centenas de ferramentas, algumas desenvolvidas completamente em laboratório (meio acadêmico), outras oriundas da genialidade prática de alguns gestores, outras de um complexo de variáveis provenientes da cultura de um povo com o 5S japonês.  

 

O Planejamento estratégico e suas ferramentas consomem inúmeras horas de trabalho, recursos financeiros, materiais e humanos das empresas. Porém são todas ferramentas a serem operadas e onde está o operador?

 

Platão, sábio filósofo grego, nos ensina que não podemos nos confundir com as máscaras, pois mais importante que os papeis que representamos são os atores por trás delas. Para além de todas as ferramentas que possamos utilizar para planejar estrategicamente, mais importante que isso é o estrategista.

 

E este não nasce pronto! O Bom estrategista será o melhor líder e para que ele nasça é fundamental para sua gestação a Educação Estratégica.

 

Desde as antigas épocas no Oriente e Ocidente jovens tem sido educados para se tornar grandes gestores. Sun Tzu, Confúcio, Akbar, Platão, Musashi, Ataturk, Alexandre, Júlio César, Dom Pedro II, José Bonifácio, Hatschepsut, Hipátia de Alexandria, Catarina I ou Elizabeth.  Foram exemplos históricos de grandes personagens que a partir de sua educação e formação universal e talento nato foram se destacando na condução de muitos processos em períodos históricos que foram marcados pela sua genialidade, criatividade, visão de futuro e capacidade de gestão.  Há sempre uma curiosidade e desejo quanto aos biógrafos destes personagens, em buscar fatos pitorescos de sua vida, que demonstrem as situações e escolhas que fizeram com que fossem considerados pelos seus feitos. Mas pouco se enfoca a preparação e a educação destes personagens. 

 

Via de regra tiveram grandes educadores a sua volta, direta ou indiretamente. Percebem o valor inestimável de aprender e integrar o conhecimento aprendido desde cedo em suas vidas. E se dão conta de que este conhecimento precisa ser sistêmico, eclético. Mergulham profundamente em  aprender sobre si mesmos. Sobre como conhecer-se e dominar-se. A atenção, a concentração, a memória, a imaginação, a inteligência como discernimento foram nestes tempos e para estes estratégas os principais temas do desenvolvimento do potencial humano. Este que não se ensina hoje em nenhuma escola e também não se pode aprender dos pais ou da vida. Na escola, não importa em que nível, o aprendizado é centrado na obtenção de informação sobre ferramentas e sua aplicação. Na vida, cada vez mais vem sendo suprimida a cultura de valores que deveria ser fonte para a educação estratégica, sendo substituída pela contra cultura, a cultura das ruas, do que é pop, porque é democrático, porque é a expressão dos desejos e impulsos do povo, porque é protesto, etc...

 

Aos poucos vamos contemplando resignadamente os movimentos culturais que vão dissolvendo ou liquidificando, ao melhor estilo Bauman, o que um dia foram os valores que sustentaram uma Educação Estratégica.  

 

Tempos de mudança? Quem sabe?  Mudança para melhor? Quem sabe?

 

O fato é que a Educação Estratégica mantém profundos vínculos com os valores atemporais, universais. O bem, a justiça, a ordem, a beleza, a harmonia, a disciplina, a ousadia, a inteligência profunda sobre o significado das coisas...

 

Não creio que possam ser descartados, ou relegados a um segundo plano quando nossa guerra é vencer a ignorância, o mal, ou mesmo a concorrência!

 

Fabiano Camilo