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A busca pela felicidade é inerente ao ser humano. Afinal de contas, todo mundo quer ser feliz, não é?

 

Ao levantar da cama para ir trabalhar, quando você convida um amigo pra sair, ou quando você senta no sofá pra assistir Netflix... você está buscando a felicidade de alguma forma. Porém, o conceito de felicidade e o entendimento de como se a busca tem algumas armadilhas.

 

Afinal... pra ser feliz é necessário ter um emprego, uma família completa, estar 100% saudável... certo?

 

Não exatamente.

 

Aristóteles, há mais de 2300 anos, afirmava que a busca maior do ser humano é a felicidade e que feliz é aquele que exercita suas virtudes. Virtude para Aristóteles era o justo meio das coisas: ser corajoso, por exemplo é um ponto mais central e elevado entre os extremos da covardia e da temeridade. E por que motivo ser virtuoso significa ser feliz para o filósofo? Simples: porque o virtuoso é senhor de si mesmo. Portanto, sua felicidade não varia com suas emoções e com as circunstâncias. E também porque sendo virtuosos estamos sempre evoluindo e buscando fazer o bem para si e para os outros.

 

Um outro filósofo, um estoico do século I chamado Epíteto também se debruçou sobre o tema da felicidade. Da mesma forma que Aristóteles, Epíteto considerava que uma vida moral e virtuosa era condição imprescindível para Felicidade. Mas ele adicionou um novo elemento: existem coisas que dependem de nós e outras que não dependem. Para sermos felizes, devemos nos ocupar com as coisas que dependem de nós! Não as outras. E o que depende de nós? Nosso comportamento, nossa atitude e postura frente às situações da vida.

 

Alguns séculos mais à frente, a Psicologia Humanista começa a estudar este tema. O psicólogo americano Abraham Maslow propôs em 1943 a famosa pirâmide das necessidades humanas.

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Nos níveis mais básicos da pirâmide, estão as necessidades biológicas mais básicas: alimentação, sono, sexo... etc. Depois vem a necessidade de segurança. Em seguida os relacionamentos. Acima está a necessidade de estima: autoconfiança e respeito mútuo. E por fim, no topo da pirâmide, a autorrealização. Ou seja, a felicidade. Quer dizer que, para Maslow, este seria o bem maior do ser humano e o que dá significado a todo o resto.

 

Outro humanista, o psiquiatra Viktor Frankl escreveu um livro sobre sua experiência nos campos de concentração nazista. Frankl serviu como psiquiatra e pôde observar muitos de seus companheiros. Alguns conseguiram escapar, a maior parte infelizmente não sobreviveu. Mas o que Frankl concluiu foi que independentemente da situação em que estavam, o que realmente fazia diferença era o sentido que eles atribuíam à sua existência. Aqueles que tinham um sentido de vida, mantinham-se vivos até o último momento. Os que não tinham, estavam vazios mesmo que ainda estivessem respirando.

 

E hoje? Como encaramos a Felicidade?

 

Em nossa sociedade atual, coloca-se a felicidade em coisas externas: no carro que vamos comprar, nas férias tão esperadas, em um concurso, em uma promoção, em um relacionamento, em um celular... “Se eu conseguir isso, aí sim serei feliz”. Será que existe algum problema com essa fórmula? Será que realmente precisamos disso para sermos felizes? A julgar pelos índices cada vez maiores de depressão e ansiedade que vemos nas pesquisas e nos consultórios, talvez estejamos fazendo algo errado.

 

Talvez os filósofos e os psicólogos humanistas tenham alguma razão.

 

O que VOCÊ pensa?

 

Onde está a SUA Felicidade?

 

Gerson Siegmund