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As emoções são um universo um tanto à parte, com processos e leis caracterizados pela subjetividade e pela instabilidade. Diversos estudos vêm mostrando que saber navegar nesse universo, lidando, entendendo e manejando nossas próprias emoções e as emoções dos outros, é uma virtude importante que auxilia diversas facetas de nossa vida pessoal e profissional, em especial em processos de liderança. Essa habilidade foi chamada de Inteligência Emocional, ou seja, a inteligência específica responsável por interagir da melhor maneira com o mundo emocional.

 

A boa notícia é que a Inteligência Emocional não é uma habilidade estática e inata. Ela pode ser treinada e desenvolvida! Portanto, assim como qualquer outra arte, ciência ou habilidade, devemos antes de tudo entender a teoria, ou seja, conhecer para então dominar. Assim, antes de aprender a agir inteligentemente com suas emoções, é necessário avaliar: você conhece suas emoções? Sabe nomeá-las quando as sente? Muitas vezes somos assaltados por emoções muito fortes que tomam conta de nós antes mesmo que possamos parar para observá-las, entender de onde vieram e pensar no que podemos fazer com elas.

 

O simples ato de buscar observar e nomear as emoções que nos acometem já nos garante um certo grau de domínio sobre elas. Por que isso ocorre? Bom, a partir do momento em que nos colocamos em uma postura de observador, sentimo-nos desvinculados da emoção, desassociando parte de nossa identidade que estava antes atrelado à ela.

 

Entretanto, sabemos que isso não é tão simples de se fazer, já que alguns obstáculos, tanto internos quanto externos, podem dificultar bastante. A intensidade da emoção pode ser excessivamente forte, podemos estar em um contexto que temos pouco tempo para tomar uma atitude, ou até mesmo esquecer-nos de tomar essa atitude observadora. É por isso que podemos treinar essa mesma atitude em outros contextos psicológicos mais leves, como quando estamos comendo ou respirando. Esses exercícios são chamados na Psicologia moderna de mindfulness, em português: atenção plena.

 

Existem muitos detalhes importantes na prática de mindfulness, bem como diversas maneiras de praticar. Na verdade, o ideal seria a procura de um profissional especializado para termos os melhores resultados. Entretanto, podemos resumir uma boa parte das formas de mindfulness justamente nessa postura de observação junto à outra de aceitação. Por exemplo: ao praticar mindfulness enquanto comemos, vamos prestando atenção em cada sabor, aroma, nos movimentos mastigatórios e aceitando sem julgamentos cada uma dessas sensações e pensamentos que surgem durante o processo. Pode-se avaliar depois, porém é importante que durante a experiência façamos o esforço de abster-nos de julgamentos.

 

Fazer mindfulness um minuto por dia é uma maneira de treinar essa postura de observação interna, nos dando os primeiros recursos para dominar nossas emoções e desenvolver a Inteligência Emocional.

 

Rodolfo Dall'Agno e Gerson Siegmund